segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Votos de mais um re-inicio

Depois de um merecido mini-recesso, retorno à maquina, com alguns acentos faltantes e um teclado avulso a ser adquirido.
Nesta passagem de 2010 a 2011, meu lema é o seguinte: quanto menos, melhor.
Menos stress, menos peso nos ombros, leveza, lightness.
Quanto maior o menos - mesmo que isso soe contraditorio, impossivel, uma afronta à racionalidade do pensamento - mais espaço, liberdade, conquista, paz, coletividade, amor.
Mais risos. Mais consideração pelos detalhes, pelas pequenas e grandiosas coisas que nos afetam e que são afetadas pelo nosso afeto.
Felicidade espontânea no tempo medido, apreendido pelos nossos infimos corpos imersos nisso tudo que ha.
Menos acentos, mais prazer. Menos culpa, mais existencia. Menos rancor, mais amor. Menos egoismo, mais respeito.
Desejo que do menos, possamos abrir mais.
Feliz 2011!

sábado, 11 de dezembro de 2010

Perdas e ganhos - (des)configurações


Na maioria das vezes que tenho vontade de escrever, falta um assunto especifico (ignorem a ausência dos acentos agudos... alias, este vai ser um dos temas de hoje). Tenho vontade de escrever sobre pequenas coisas, sobre os detalhes, sobre aqueles momentos engraçados qua a gente nunca esquece e sempre relembra.
O teclado deste netbook nasceu desconfigurado - estrangeiro de si mesmo - disposto em francês, mas desconfigurado. Enfim, estava aprendendo a usa-lo não de acordo com a marcação das letras nas teclas, mas de acordo com a pratica adquirida pelo uso constante da configuração brasileira. Enfim, o "a" ficava no lugar do"q" e vice-versa; o "z" no lugar do "w" e vice-versa; o "?" levei meses para encontrar... e assim por diante.
Na quinta, levei a pequena maquina ao marcelo (que salvou minha defesa de tese - via celular! sim, o cara é um gênio) pra me ajudar numas instalações e, para minha surpresa, ele havia arrumado a configuração do teclado: ou seja, teclar nas letras impressas significava visualiza-las diretamente na tela. Tranquilo, nada esquizofrênico.
Apesar de ver a letra que devo digitar, estava tão acostumada ao seu "devido" lugar (subjetivado pelo habito), que, agorae ainda, troco o "q" pelo "a", assim como as demais.
Isso me levou à seguinte questão: como digitamos? pelo habito ou pela visualização?
Ah, e os pequenos detalhes: acho que o acento agudo não existe em francês (a não ser no "é" - mas este ja vem pronto, asssim como o "ç").
Moral da historia: o ganho sempre vem com a perda e vice-versa, logicamente.

domingo, 5 de dezembro de 2010

pensamentos de domingo... kinda nonsense. but what isn't?

leva apenas alguns minutos, uma notícia, uma mudança de prosa e rumo para assoprar da mente os fantasmas/fantasias que a corróem: célula por célula, imagem por imagem, som por som. tamanha sucetibilidade. isto pode também ser efeito de tantas séries de zumbis que venho assistindo ultimamente. é aquela sensação constante de me sentir assim: meio morta-viva, passiva à vida, em um cenário que mesmo tão amplo, continua cenário. tudo posto em cena para uma ação, geralmente repetida. trata-se da provocação instutuída e restituída pelo waking life. está pronto? não, agora não, ainda não, quem sabe daqui a pouco, certamente daqui a uns dois anos... mas a hora é sempre agora, nunca depois, nem antes. tá a fim de encarar? 

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Problemas da centralização

Demoro um pouco para me dar conta das contas. Não contas referidas a pagamentos, nem contas numéricas - estas, adoro! sou viciada em sudoku - mas nas contas da internet.
Em função da unificação/centralização das minhas contas na super-conta google, me dei conta - sim, existe esta conta também - de que estava vinculada a duas contas diferentes... é difícil contar "o causo".
Vejamos: orkut vinculado a uma conta google e gmail, a outra.
Quando resolvi iniciar este blog e expor todas minhas questões mais neuróticas e compulsivas (vide a comparação entre as contas... what the f...???) e palhacentas e quase-que-necessárias, deu pau nas contas. Meu perfil aparecia "todo zoado" nos blogs alheios - enfim, não estava conseguindo vincular as contas em uma só e, num súbito extremamente esquizofrênico - estava literalmente dividida em dois perfis - desvinculei-me do orkut.
É muita conta para dar conta: agora, em termos de redes sociais, só facebook.
Cara limpa em um só perfil.
Para os amigos desvinculados, o acesso é fácil: marina cabeda egger moellwald.
Não tem erro. 
(Devo ter começado a aprender a contar pelas letras do nome...)

quarta-feira, 10 de novembro de 2010


O que eu queria mesmo era ter escrito isso antes, um pouco depois do momento sublime. mágico. Mas é aquela coisa, ou se está lá - e em mais nenhum outro lugar - ou não se vive a experiência eterna do momento presente. Here, today. Homenagem ao John - If you were here today. E nós estávamos. Uma multidão de vozes e corpos urgentes imersos em água salgada de emoção. Realmente, esta experiência trata quase de um não-dito, de um impossível de descrever: de um quase-trauma. A união ressoando give peace a chance - quase como um pulsar cardíaco - abre espaço, mais espaço. Cava fundo em uma imensidão potente. Assim como a umidade que se fez capturar na lente, Paul sai do palco e se transforma em pontos brilhosos de um verde-universo. Pura magia. Ainda imersa nesta energia, tento me agarrar em um ponto fixo, em um local seguro, sólido, em um eu que já deixou de existir. Em um dia ensolarado e quente, prévio à noite riscada pela lua, tornei-me outra.

    

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

devaneios em alto mar - experiências da vida

A vida tem destas coisas estranhas... final de semana comprido e intenso. mais para cumprido. mergulho num dia não tão perfeito assim. (not a perfect day). tinha chovido a noite toda e continuava, ao amanhecer. mal tinha dormido devido ao nervosismo. como será o megulho? haverá? as 6 e meia da matina, acordo sem ter dormido direito, nem esquerdo, de lado, de costas. fritando. vamos renegociar. não dá pra mergulhar assim não. onde já seu viu? passeio de barco com chuva. enfim, depois de muito papo faca-na-bota, como tinha que ser (mistura de maranhense com gaúcho com austríaco dá nisso... o lado austríaco ajuda a equilibrar na boemia, porque, afinal, europeu "pode" - leia isso com ironia, pleaseeee), fomos. atravessamos o canal da barra em manhã fria em pleno verão e passamos pelas coisas inéditas da vida da qual falava antes: um carro submerso. depois, diversão e adrenalina em alto mar revolto. maravilha, para quem gosta de emoção. leia eu. no mesmo dia, todas as estações. depois da confirmação de que seria impossível mergulhar naquele mar hipermovimentado (eu já sabia!), voltamos à calmaria da lagoa. poucos peixes, uma lata de cerveja e uma garrafa. um treco-espinho cor-de-rosa. lindo. e aprender a respirar através de um cano de borracha ao som do próprio sugar. a respiração embaixo d água é sonora, rítmica. sim, os pensamentos claustrofóbicos alteram a sonoridade, mas é assim mesmo, o equilíbrio necessita da desordem para agarrar-se a si mesmo novamente. fluxo contrafluxo, smashing pumpkins. ao calor do sol, relaxei: curtindo os mistérios da vida. o fim de semana se prolongou perfeitamente, ativo, em tempo certo. dentre os desgostos e as frustrações, e os "se"s que perseguem os fatos, os feitos, reencontros, novos brindes e um sete marcado no braço. será cabalístico? um sinal? número da sorte? coisas estranhas da vida.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Sobre a (falta de) usabilidade

Uma breve anotação política (para quem lê isso de vez em quando, deve ter percebido que repito o uso de "breve"; além de achar este tempo o mais adequado para os dias de hoje, quando escrevo acabo perdendo os pensamentos de vista - ou de escuta - e, enfim, tudo acaba rápido demais, sem o nexo inteiro. Por exemplo, estava escrevendo esta breve nota enquanto nadava... digamos que agora vai uma segunda versão):
é incrível perceber como ainda somos retrógados.
Não sabemos utilizar nossos espaços, nossas mentes, nossas vidas.
Trata-se de uma falta de aplicabilidade, usabilidade.
Se o mundo ainda está aí (aqui, acolá, elsewhere, everywhere...). está mais do que na hora de aprender a usá-lo; não de qualquer maneira, obviamente. Não é por nada que estamos onde estamos: em declínio de sustentação e em busca de vidas mais autosustentáveis, equilibradas,"ecodificadas".
São coisas simples, pequenas gestões. As coisas mudaram - como sempre mudam, e isso já devia estar introjetado em nossas efêmeras subjetividades, mas parece que não - e, logicamente, mudamos.
No entanto, a tendência - de preservação? depressiva? - é a de manter (a si mesmo, os outros e qualquer coisa ,aterial ou imaterial) em riste; segurar as bordas do tempo.
O virtual não só existe, mas ocupa um espaço fecundo, potencial, crescente, fazendo com que as relações se tornem outras. Isso muda tudo.
O vínculo entre as pessoas é outro: as redes permeáveis, os corpos andarilhos - sem rumo, sem casa, migrantes... - no entanto, as gerências continuam aquém. Passadas, repassadas, remotas.
A demanda: usar os espaços com mais sabedoria, usar os pensamentos e as ideias com mais utilidade, usar os corpos na felicidade... distender-se, alongar-se no prolongamento, ampliar.
Uma ode à usabilidade ética (se é que ainda se sabe o que isso significa) e responsável.