horário de almoço.
do flié minhau ao novo xópi da palhoca: é preciso mudar.
filé de gato nem sempre faz bem e pode, assim como a carne de minhoca mac, viciar.
vai ver tem alguma substância atraente ao cérebro.
vá saber.
lá estava ele, o cone.
eternamente quase sempre atropelado: com veste listrada. aprisionado no laranja fosforecente.
está ali para ser visto.
mundo do espetáculo.
tenho um cone aqui comigo, descansando em paz, entre a biblicleta azul de pneus vazios e a placa de não estacione.
a vida é rápida: disso ninguém duvida.
e lá estava ele, o irmão cone.
sim, por um momento, ele estava lá, entre a cris e eu, seguro, amarrado no cinto de segurança. Tal qual gente grande.
mas não havia espaço.
o outro carro estava mais do que atolado: 6 contra 4.
sim, um pode voltar conosco.
afinal. estavamos mesmo com quase 5: um na barriga.
na volta, momento digestivo depois de um prato de massa - lightmente vegetariano, of course - e de um milkshake arrebatador, o bebê cone: vesttido de abelha.
o dia se deveu, em muito, aos irmãos cone.
an ode to our imagination!
nasceu quando os outros nomes já haviam sido tomados. gema de ovo - egger, remetendo ao nome de família, de geração. diz respeito ao âmago, às profundezas da alma. com o tempo, assumiu a postura de imperativo do verbo gemer. daqui pra diante, sabe-se lá.
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
sábado, 28 de agosto de 2010
Pqs
Não é pqp, leia bem: pqs.
Desde sempre eles estão lá, atazanando nossas pequenas grandes cabeças infantis.
A busca pelo sentido da funcionamento das coisas: desde as cerdas da escova de dentes até Deus.
Por que isso, por que aquilo.
Com ou sem acento, o por junto do que e o por separado do que.
Só descobrimos mesmo poucas coisas, nada de descobertas mirambolantes, nada que nos deixe fascinados, plenamente modificados - e falo apenas das coisas mais palpáveis, reais, digamos assim, como o movimento das cerdas com uso de pilhas.
Sobre Deus, nada. Aliás, muito, o que dá no mesmo.
Mas, enfim, meu porque que deu origem a este fragmento textual é simples:
Por que, em um dia lindo, ensolarado, veranil em pleno agosto, sábado, sem comprissos nem horários, depois de dois belos e gelados chopps no mercado público com uma amiga de longa data, a dor de cabeça?
Desde sempre eles estão lá, atazanando nossas pequenas grandes cabeças infantis.
A busca pelo sentido da funcionamento das coisas: desde as cerdas da escova de dentes até Deus.
Por que isso, por que aquilo.
Com ou sem acento, o por junto do que e o por separado do que.
Só descobrimos mesmo poucas coisas, nada de descobertas mirambolantes, nada que nos deixe fascinados, plenamente modificados - e falo apenas das coisas mais palpáveis, reais, digamos assim, como o movimento das cerdas com uso de pilhas.
Sobre Deus, nada. Aliás, muito, o que dá no mesmo.
Mas, enfim, meu porque que deu origem a este fragmento textual é simples:
Por que, em um dia lindo, ensolarado, veranil em pleno agosto, sábado, sem comprissos nem horários, depois de dois belos e gelados chopps no mercado público com uma amiga de longa data, a dor de cabeça?
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Sobre a gema
Uso lentes de contatos
Às vezes respiro melhor na água do que no ar
Não sei fazer uma coisa só
Adoro unhas coloridas
Corto cabelos compulsivamente
Sou fissurada pela linguagem
Trocadilhos e dislexia
Acredito nos encontros e desencontros
Tento ser menos programática e programada
Eventualmente, fluo
Às vezes respiro melhor na água do que no ar
Não sei fazer uma coisa só
Adoro unhas coloridas
Corto cabelos compulsivamente
Sou fissurada pela linguagem
Trocadilhos e dislexia
Acredito nos encontros e desencontros
Tento ser menos programática e programada
Eventualmente, fluo
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